商品簡介
Fun誽o Existencial ?um livro em que o poeta nos fala, com saudade e reconhecimento, da sua terra e do Rio Mearim, dos campos verdes do Jaguary, dos velhos amigos e parentes que j?partiram desta, n緌 se esquecendo dos nossos vaqueiros vitorienses, dos corais do Parcel de Manoel Lu疄, da vida e da morte, do capitalismo excludente, do sentido da nossa fun誽o existencial, da tristeza, do amor e da dor; enfim, do seu pai, Miguel Mois廥, de origem libanesa, que constituiu fam璱ia com dona Lolinha e que foi vice-prefeito eleito de Vit鏎ia do Mearim para o mandato de 31.01.1966 a 30.01.1970 (gest緌 de Jos?de Ribamar de Matos), falecido antes de assumir o cargo.
Antonio Moyses foi o segundo escritor vitoriense a publicar em livro a sua produ誽o po彋ica, mostrando-nos a noite de viol瘽cia em que viv燰mos e jogando no rosto de uma sociedade retardada, podre e excludente as dores e as mis廨ias do palafitado, o sangue transformado em l墔rimas dos nossos camponeses, o lamento das prostitutas esquecidas, a vida marginalizada e a dores de quem vivia nas ruas, o gemido de dor das crian蓷s famintas; enfim, uma gama enorme de sofrimentos que os militares n緌 gostavam que se falasse e que eles reprimiam com pris髊s, torturas e mortes, at?hoje n緌 desvendadas claramente.
Em 1977, ele publicou - juntamente com mais treze poetas jovens - a primeira, conhecida como Hora de Guarnic?- uma antologia que marcaria profundamente toda a sua gera誽o, que ficaria conhecida, tamb幦, como gera誽o Hora de Guarnic?
Sua poesia era "dura, simples e crua", como ele mesmo afirmaria no seu segundo livro, Os Tamancos do Vaqueiro, (1978). Neste livro, sua poesia continuaria a mesma, sem grandes mudan蓷s daquela inserida em Hora de Guarnic?
No livro Fun誽o Existencial sua poesia ? tamb幦, fragmentada, mas, sem aquela aspereza encontrada nas suas duas primeiras obras. Aqui, sua poesia ?um pouco mais doce, l甏ica e telica, voltada, principalmente, para sua terra natal, para sua gente e para os problemas que ele gostaria de ter desvendado ou que ele desvendou.
(Fragmentos do pref塶io, por Arimatea Coelho)